quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Plano nacional de banda larga

O Ministério das Comunicações entregou ao presidente Lula um estudo de 197 páginas que prevê a criação de um plano nacional de banda larga.
A ideia é reunir R$ 75 bilhões em investimentos públicos e privados nas redes de telefonia até 2014 e levar banda larga de pelo menos 1 Mbps a todos os municípios brasileiros por preços acessíveis pelas populações de baixa renda.

O centro do plano é usar redes de fibra óptica que já existem pelo país, mas estão ociosas e criar conexões com redes móveis para atender zonas rurais e municípios afastados dos grandes centros.
O principal debate, no momento, é qual o melhor modelo para gerir os investimentos nesta rede.

Veja o PDF com a íntegra do projeto

Estão na disputa pelo menos três ideias, uma que prevê a criação de uma grande estatal, sob o nome da Telebrás, para fornecer banda larga, outra que prevê a entrega das redes públicas à iniciativa privada e um terceiro modelo, que prevê conjugar empresas públicas e privadas para administrar a nova rede. Veja abaixo os principais pontos do plano.

Qual o objetivo do plano nacional de banda larga?

Organizar investimentos públicos e privados para aumentar a concorrência no setor de banda larga nas grandes cidades e levar internet até os municípios que não contam com serviço de qualidade.

O programa prevê duas fazes. Na primeira, com conclusão em 2012, todas as regiões do país seriam atendidas, exceto a Norte. Na segunda, com conclusão em 2014, o plano atenderia às regiões afastadas do Norte do Brasil, como os municípios da Amazônia.
A meta é conectar à web 50% dos domicílios brasileiros até 2014 o que permitiria que mais de 90 milhões de brasileiros tenham internet em casa, além daqueles pode podem usar a web no trabalho, em escolas e centros públicos. De acordo com o Ministério das Comunicações, atualmente 17,8% dos domicílios têm acesso à web.

Como a internet vai chegar até os novos usuários?

O plano do governo é usar como base redes de fibra óptica sob seu controle e que estão ociosas, como as redes construídas pela Petrobrás e Eletrobrás, o que inclui a rede de Furnas.
Além disso, o governo espera obter o controle sobre uma rede da Eletronet, empresa falida que detém 16 mil quilômetros de fibras espalhados pelo Brasil. Para isso, o governo precisará entrar em acordo com os credores da Eletronet, o que inclui grandes empresas como a Alcatel-Lucent, que briga na Justiça para receber por serviços não pagos.

Quando tiver esta grande rede em mãos, o governo prevê fazer novos investimentos para melhorar a rede e criar conexões sem fio entre os pontos onde termina o cabeamento de fibra óptica e os pequenos municípios brasileiros. Uma das ideias é usar conexões de rádio para atender às zonas rurais.

Para fazer estes investimentos o governo espera usar recursos do Funtel, um fundo público usado para ampliar o acesso à telefonia no país. Depois de feitos todos os investimentos, o governo precisa decidir quem administrará essa nova rede. Há três propostas em debate: uma estatal, outra privada e uma mista.

1 -Modelo estatal

Defendido pelo Ministério do Planejamento, o modelo estatal prevê que toda a rede fique sob controle da Telebrás.
A empresa pública gerenciaria a rede e venderia serviços de banda larga diretamente ao consumidor. O Ministério avalia que, uma vez que o governo fez todos os investimentos sozinho, ele é quem merece ficar com o controle da rede. Nesse cenário, a Telebrás atuaria como uma concorrente das empresas já estabelecidas, como Telefônica, GVT, NET e Oi.

Ponto a favor: O governo terá total liberdade para definir preços e usar sua rede com finalidades sociais, além de pressionar as teles privadas a melhorar seus serviços para não perder clientes para a Telebrás.

Ponto negativo: Concentra todos os investimentos no poder público e há o risco de o modelo estatal não ser o mais eficiente para atender os consumidores.

2 - Gerencia Privada

Defendida pelo Ministério das Comunicações, o modelo privado entregaria às grandes teles a infraestrutura da nova rede.
Para levar web até as zonas rurais e pequenas cidades, o governo ofereceria incentivos fiscais para compensar as teles por atender regiões onde não há interesse econômico. Além disso, o projeto prevê o compartilhamento das redes móveis em regiões afastadas, diminuindo o custo das teles.

Ponto a favor: Permite atrair investimentos privados e entrega a gestão às companhias que já têm expertise no setor.

Ponto negativo: Não aumenta a competição no setor e não garante preços baixos pelo serviço, já que as teles teriam liberdade para definir seus preços.

3 - Gerencia Mista

Defendida pelo Ministério da Casa Civil, o modelo misto deixa toda a gestão da rede sob os cuidados da Telebrás.
A companhia pública, no entanto, não atenderia diretamente aos consumidores, mas apenas pequenos provedores. Estas empresas é que seriam responsáveis pelo serviço de última milha, ou seja, levar a conexão até a casa do usuário. O Estado pode operar como provedor apenas pontualmente, nas regiões rurais onde não houver interesse de empresas privadas.

Ponto a favor: O modelo criaria milhares de novos concorrentes no setor de banda larga para competir com as empresas tradicionais.

Ponto negativo: Não agrada aos interesses das teles e concentraria todos os investimentos em infraestrutura no setor público.

Quais são as dúvidas do presidente Lula?

Caberá ao presidente escolher qual o melhor modelo. O presidente pediu mais estudos pois não há certeza sobre a viabilidade jurídica de vários aspectos do programa nem está claro de onde virá o dinheiro para o programa.

Existe a chance, por exemplo, de o governo não obter sinal verde para sacar recursos do Funtel e usá-los em banda larga, já que o estatuto do fundo prevê gastos para melhorar o acesso à telefonia tradicional.

Também há dúvidas sobre como resolver, na Justiça, o imbróglio que envolve a Eletronet. A Presidência quer segurança de que será possível usar a rede ociosa já no início de 2010. Se o caso se arrastar na Justiça, o programa pode fracassar.
Lula deve anunciar sua decisão em até três semanas. O presidente tem pressa em decidir a questão pois, entre outros motivos, espera usar o programa como argumento a favor de seu governo durante as eleições do ano que vem.

Info Online

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

EUA aprovam uso de células-tronco éticas

Cápsulas para armazenamento de células-tronco: críticos argumentam que este processo está errado porque destrói embriões.

WASHINGTON - O governo americano aprovou ontem o primeiro lote de células-tronco humanas embrionárias, permitindo a pesquisadores utilizá-las para conseguir milhões de dólares em fundos federais, como havia prometido Barack Obama em março.

Os lotes, chamados de fileiras, foram desenvolvidos por dois pesquisadores da Universidade de Harvard e da Universidade de Rockfeller com incentivos federais, segundo Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde.

"Hoje estamos anunciando a aprovação das 13 primeiras fileiras de células-tronco", disse Collins.

Em março, o presidente americano Barack Obama suspendeu restrições para pesquisas de células-tronco humanas embrionárias estabelecidas pelo seu predecessor George W. Bush.

Entretanto, Obama não pode suspender uma restrição imposta pelo Congresso, chamada de emenda Dickey-Wicker, que proíbe o uso de dinheiro federal para produzir essas células, o que exige a destruição de um embrião humano. A decisão, contudo, torna possível que pesquisadores utilizem verba federal para trabalhar com células já desenvolvidas.

Os Institutos Nacionais de Saúde organizaram um painel para decidir quais fileiras de células-tronco estão adequadas às restrições éticas. Essas células, por exemplo, precisam ser feitas a partir de um embrião doado por sobras de clínicas de fertilização e os genitores devem assinar detalhados documentos concordando com o uso científico do material.

Células-tronco são as principais células produzidas pelo corpo. Elas criam embriões com um dia de vida e tem o poder de desenvolver todas as outras células e tecidos do corpo.

Cientistas esperam usá-las para transformar a medicina, criando novos tecidos e reparando defeitos. Críticos argumentam que este processo está errado porque destrói embriões.

InfoOnline

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Rohos Mini Drive criptografa dados do pen drive

Para quem quer levar dados criptografados no pen drive, o Rohos Mini Drive é uma boa solução. Ele permite a criação de uma partição escondida, com dados criptografados com algoritmo AES de 256 bits.

A partição criada só aparece ao rodar o programa (e teclar a senha, claro), que fica na raiz do pen drive. Se o disco USB for encaixado na máquina originalmente usada para instalar o Rohos Mini Drive, a área escondida é detectada automaticamente, exigindo apenas a senha.

O programa ainda pode travar o conteúdo com uma combinação de teclas e usar o pen drive como requisito para entrar no sistema.

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Info Online

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Chrome OS fará um baita estrago no Windows

Bill Gates e Steve Ballmer devem estar com insônia até hoje. O sistema operacional Chrome OS é a primeira ameaça real ao monopólio do Windows.

Os trolls windowsmaníacos (sim, esses seres estranhos e perigosos existem e rondam o site da INFO) vão me jogar pedras ali nos comentários, mas terão que se conformar com o fim dos dias de glória do “Janelas” (nome carinhoso dado pelo leitor André Mendes de Matos). Para entender os motivos dessa catástrofe anunciada, é necessário pensar fora da “caixinha”. Não somos nós, usuários médios e avançados, o público-alvo do Google. Eu e você fazemos parte de uma minoria microscópica. O foco do Chrome OS é o público leigo, maioria incontestável da população – quem é técnico de informática sabe do que estou falando.

São pessoas que mal sabem instalar um programa (ou não têm paciência para aprender), que lotam o PC de vírus de tanto clicar em anexos contaminados de e-mail e que vivem caindo em golpes de crackers. Para elas, o Chrome OS será uma bênção. Extremamente rápido e fácil de usar, o novo sistema operacional do Google defende-se sozinho dessas escorregadas. Ele é capaz de perceber se algum arquivo foi modificado e de fazer o reparo por conta própria. É como puxar o rabo de uma lagartixa – ele vai crescer de novo e ficará tudo bem. Esse mesmo público leigo só quer saber de navegar na web.

Mas mesmo os usuários médios vão se contentar com o Chrome OS. O Google está trabalhando para fazer com que aplicativos mais complexos – leia-se Photoshop, games e similares – rodem no navegador, via Native Client, com excelente desempenho. É bem provável que eles consigam a façanha, porque os desenvolvedores da empresa têm trabalhado duro para isso. Vale lembrar ainda que o Office online já deverá ter sido lançado no fim do ano que vem, o que suprirá a dependência de Word, Excel e afins.

Quem também deve mergulhar de cabeça no Chrome OS são empresas pequenas, médias e grandes. Isso porque o sistema operacional do Google armazena tudo na nuvem e criptografa os arquivos que forem gravados no netbook. Basta se logar com a conta Google para acessar esse conteúdo, de qualquer equipamento. Perdas e roubos não serão mais um problema sério, e o gasto com as equipes de manutenção poderá ser reduzido drasticamente.

A grande surpresa está no fato de o Google ter escolhido lançar o Chrome OS num modelo de negócios semelhante ao da Apple. O pessoal de Mountain View não está preocupado em preparar um sistema instalável por qualquer pessoa. Ele já virá em uma máquina, que terá especificações ditadas pela empresa. O objetivo será vender hardware com o software “gratuito” e pronto para uso. Será o Linux mais moleza do planeta. O pagamento pelo sistema operacional virá, na verdade, dos cliques que o usuário certamente dará nos anúncios do Google. Fora que a empresa também terá acesso ao perfil completo dessas pessoas, uma quantidade de dados qualificados que vale ouro.

Não acho que isso acabará com o Windows, o Mac OS ou o Linux. No Brasil e em países do hemisfério Sul, onde a banda larga é um lixo, talvez o sistema do Google nunca faça sucesso. Mas certamente abocanhará uma parte importante do mercado nos Estados Unidos e da Europa, fato que só tende a se agravar à medida que o Chrome OS evoluir para notebooks e desktops (objetivo final do plano de dominação arquitetado por Sergey Brin e Larry Page).

O “Janelas” vai sofrer um bocado. Não acho que isso seja o melhor dos mundos ou o começo de uma revolução. Google e Microsoft são corporações muito mais parecidas do que muita gente imagina. As duas multinacionais só pensam em lucrar a qualquer custo. Para o bem da humanidade, melhor seria se o Ubuntu, que é realmente livre, evoluísse a ponto de bater em todos os rivais.

Info OnLine

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Gmail comanda seu PC a distância

Use o serviço de webmail do Google para acessar arquivos e controlar remotamente outro computador.

Se você vive com o Gmail aberto, o Yoics pode funcionar como um gadget para acesso remoto com apenas um clique. Para isso, instale o software, configurando um login e uma senha para o acesso. Depois, acesse o Gmail e clique em Settings. Acesse a guia Labs e habilite a opção Add Any Gadget By URL. Passe à guia Gadgets, digite http://www.yoics.com/gadgets/ YoicsBetaGadget.xml e clique em Add. No gadget do Yoics, tecle seu usuário e senha. É possível acessar arquivos e controlar o desktop remoto, além de visualizar as imagens de uma webcam ligada ao PC. Mas o Gmail precisa estar na versão em inglês para que você acesse essas configurações.

INFO ONLINE.

Compra da 3Com pela HP prejudica Cisco

Fábrica da HP em Palo Alto: companhia vem tentando entrar no mercado da Cisco com a sua linha ProCurve de equipamentos de rede.

SAN JOSE - A aquisição da 3Com pela HP por 2.7 bilhões de dólares é um tiro na Cisco Systems, além de um sinal de que as relações entre gigantes da tecnologia estão tensas.

A HP anunciou hoje que concordou em pagar 7,90 dólares por ação da 3Com, valor 39% acima do preço de mercado da companhia. A 3Com fabrica roteadores e switches que direcionam tráfego de internet, por exemplo.

A HP também melhorou sua projeção para 2010 e divulgou um balanço preliminar do trimestre que superou expectativas de Wall Street. Não foram apontados motivos concretos da melhora da perspectiva, somente o CEO da companhia, Mark Hurd, disse que houve um significativo crescimento das vendas na China.

A compra da 3Com representa a mais recente tentativa da HP, maior fabricante de computadores do mundo, de expandir seus negócios para outras áreas.

Umas das áreas em que a HP planeja ingressar é a de redes de computadores, mercado dominado pela Cisco.

"Todos os clientes com que falo me pedem para ampliar os negócios nesse setor", comentou David Donatelli, vice-presidente de servidores corporativos da HP.

A HP vem tentando entrar no mercado da Cisco com a sua linha ProCurve de equipamentos de rede, que embora esteja crescendo, continua respondendo por uma pequena porcentagem da receita da companhia. Com a 3Com, a HP aumenta suas ofertas de equipamentos de rede e a sua presença na China, já que mais da metade da receita anual de 1,3 bilhão de dólares da 3Com vem do país.

O acordo também significa que a HP efetivamente está mirando mais áreas em que a Cisco tem forte presença.

A novidade mostra como as grandes empresas de tecnologia que fornecem infraestrutura computacional corporativa estão se consolidando rapidamente conforme tentam se tornar provedoras de produtos e serviços variados.

INFO ONLINE

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A história do Google em pouco mais de 2 minutos

A história da uma das empresa mais bem sucedida nos últimos anos apresentada em pouco mais de 2 minutos no YouTube.

O video foi muito bem elaborado e mostra a evolução do Google as grandes ideias e inovações como Android, Chrome, Street View e o mais recente Wave. E ainda deixa espaço para os próximos produtos, como o Chrome OS, com a pergunta “o que mais essas mentes criativas vão inventar?”.



Rafael Loos